segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O animal político.


          Neste artigo sobre política natural, irei buscar os princípios pelos quais surgiram a política, no entanto, é necessário retomarmos há um passado histórico que deu origem a tudo, ou seja, a gênese de toda a humanidade, no que diz respeito a pré-história. A pré-história foi um período situado aproximadamente  em 4000 a.C e foi marcada pela forma de vida primitiva ou comunismo primitivo (como disse Karl Marx), foi um período que antecedeu a invenção da escrita. Porém, não busco aqui retratar sobre o cenário da pré-história como as caças, as invenções de armas rudimentares e das artes, o meu foco principal é o Homem enquanto Ser Político.
         
        No bio-estilo primitivo o Homem vivia da caça, pois ainda não havia descoberto a agricultura e por isso partia constantemente em busca de novos alimentos, a organização em clãs era muito pequena e as vezes o Homem era solitário. Mas este mesmo Homem nômade se diferenciava dos outros animais por duas características: A primeira é a capacidade de raciocinar e a segunda o domínio da fala. Portanto, ambas proporcionariam ao Homem o acordo, o contrato e a negociação. Então, foi a partir daí que o animal político, passa a viver politicamente. É necessário que para compreender a política no seu estado inicial, você esqueça essa figura de "estado moderno", pois a política consiste numa forma de vida em sociedade e nas relações de poder. Então, a partir do momento em que este animal político se organizou num agrupamento de pessoas e compartilhou entre si bens materiais e simbólicos, ele passou a viver à política na sua unidade. O filósofo grego Aristóteles criou um conceito para esse Homem, que é o zoon politikon, no qual atribui a esse Homem um caráter político. Mas, outras legitimações para essa vida em sociedade surgiram, como a do sofista Protágoras: " O Homem buscou a viver em sociedade, porque lhe faltam as qualidade biológicas para viver isoladamente". Tal afirmação nos remete a ideia de que o Homem buscou viver em sociedade para facilitar a vida, pois sozinho ele não conseguiria viver por muito tempo ou como disse Platão: "O Homem buscou viver em sociedade para realizar a divisão do trabalho".

    Após unir todas essas afirmações o Homem se encontrá inserido numa sociedade e vivendo politicamente. Embora, os homens vivessem dessa forma de política natural, eles não admitiam ser submetidos á um soberano, pois o poder (unidade da política) emanava da própria sociedade e nela se consolidava, sendo a mesma responsável pela coerção das normas, diferentemente de hoje, aonde o poder nasce das sociedade só que é entregue a um estado e este mesmo exerce e submete a sociedade, criando assim um dipolo político, ou seja, dum lado a sociedade delegando poder ao estado e do outro o mesmo exercendo-o. Analisando esse conceito natural de política, podemos afirmar que os  índios que viviam aqui na América, viviam politicamente, pois compartilhavam o bem-comum, as relações de poder e o mais importante, não se submetiam a um soberano, mas apenas a palavra do chefe (cacique) que nada mais era do que ordens, mas o cumprimento delas eram realizados e coagidos pela própria sociedade. Portanto aquela visão eurocêntrica afirmando que eram povos sem leis, sem fé e sem rei acaba perdendo o seu sentido, uma vez que possuíam leis (não escritas), tinham suas fés e não se submetiam à um rei, pois conseguiam viver a unidade da política visando o bem coletivo. Em suma, esse animal político, é o próprio Ser Humano que encontramos hoje vivendo em sociedade. 
   

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Amor Platônico


      Certa vez você já ouviu falar sobre o amor platônico, tal conceito tornou-se popular, muitos conhecem o amor platônico e nem sabem que existiu um filósofo chamado Platão, ou acham que platônico é somente um adjetivo qualquer. No entanto, essa noção de amor platônico que temos nos dias de hoje é um tanto quanto errônea, pois trás consigo não um conceito filosófico, mas sim uma visão popular sobre esse tal amor, que é a do amor impossível ou imaginário. Por exemplo: Imagine a seguinte situação, em que um jovem é apaixonado cegamente por uma moça, ele manda flores, manda mensagens e de certa forma tenta demonstrar isso não somente a ela, mas para  todos, para que vejam que ele é apaixonado por ela, porém a mesma não está nem aí para ele, a única coisa que de fato ela gosta é dos presentes e da fama recebida. Nota-se nessa pequena história um "amor ideal", ou seja, um amor ilusório que não está presente na prática. 

      No entanto, quando Platão busca a explicação das coisas sensíveis, isto é aquilo que é aderido pelos sentidos (Visão, olfato, tato, audição e etc...), ele cria uma ideia de mundo aonde tudo é perfeito, imutável e essencial. O Hiperurânio, ou mundo das idéias, ou eidos (formas). A relação existente entre a teoria platônica e o mundo sensível está presente nessa seguinte interpretação: No mundo material existem diversos tipos de objetos, como por exemplo  mesas. Algumas são pequenas, outras altas, outras largas e outras curtas. Mas o que nos dá essa noção de mesa?  Platão irá dizer que essas mesas, possuem uma  essência, uma unidade e de fato uma ideia de mesa que se encontra no mundo das ideias. Mas no entanto, essa unidade de mesa é única, real e imutável, pois sempre teremos essa ideia fixada. Todavia, no mundo sensível, esses paradigmas são mutáveis e imperfeitos, uma vez que a mesa material está sujeita a ser destruída, seja pelo tempo ou por atitude de alguém, enfim essa mesa pode sofrer mudanças. Esse conceito platônico se aplica a tudo que se encontra no mundo sensível, como por exemplo o amor. Segundo Platão o amor verdadeiro, único e imutável se encontra nas ideias, pois lá está a essência do amor. Mas na realidade esse amor não é verdadeiro, pois se fosse verdadeiro não veríamos tantos divórcios, separações e demagogias. Mas como conseguimos atingir esse amor platônico? Através da reminiscencia, aonde buscamos relembrar o que já foi visto no hiperurânio e lá devemos encontrar e compreender a essência do amor. Mas como mantemos esse amor platônico? Segundo Platão isso seria impossível, uma vez que esse amor não duraria para sempre (eterno), ele estaria sujeito a mudanças seja por nossa vontade ou não, notamos isso na frase tradicional de casamento: "Até que a morte os separe", no entanto a morte separaria e de fato acabaria com este amor. 

      Então, para concluirmos essa análise sobre o amor platônico, lanço a ultima pergunta: Como poderíamos aproximarmos dessa ideia de amor? Bom, seria necessário buscar o amor no seu conceito próprio, no que diz respeito as ideias, como por exemplo amar a pessoa pelo seu caráter, sua personalidade, sua honestidade, em outras palavras, pela suas virtudes. Não amar pelas coisas materiais, como riquezas ou aparência física, pois essas mesmas são mutáveis, estão sujeitas a mudanças, a beleza física pode sofrer um acidente e ficar feia, logo se o seu amor está somente nela, o mesmo acabará. As riquezas podem sumir, da mesma forma o seu amor. Mas e se ele estiver vinculado aos conceitos de virtude, ou pela capacidade das pessoas? Ele poderá durar por muito tempo ou pela vida toda. Nota-se uma relação com o ideal de Platão, uma vez que o amor pode se corromper estando vinculado ao material, ou pode perdurar pela nossa vida, estando vinculado as ideias de amor. Conclui-se então, que o amor ideal é aquele amor em essência, ou seja atingido somente pelo imaginário e não pelos sentidos.

     

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Do mito à filosofia.


    Você já deve ter se perguntado: O que é a filosofia? No que se consiste a filosofia? Qual a utilidade da filosofia para a vida? Bom, para respondermos isso é necessário analisar a etimologia da palavra filosofia, que significa nada mais que amor pelo conhecimento ou pela sabedoria (filo: amor ou  amizade e sofia: conhecimento ou sabedoria), tal conceito foi criado por um matemático chamado Pitágoras de Samos que viveu entre 571 a.C - 496 a.C. Mas por que Pitágoras deu esse significado de "amigo do saber" para o filósofo? Não poderia ser o mesmo o saber propriamente dito ou em outras palavras: O Sábio em si? A questão que Pitágoras propões  foi a seguinte: Somente os deuses são sábios e só a eles cabem todo o conhecimento, então nós Seres Humanos podemos ser no máximo amigo do conhecimento. 

   A filosofia surge em oposição ao mito, com o intuito de romper com este pensamento tradicional, supersticioso e não científico. O Mito é a explicação da origem das coisas, ele busca a genealogia. Por exemplo o mito que explicava a origem da via láctea, que nada mais era que uma via ou caminho de leite espalhado pelos seios da deusa Hera, nota-se nessa explicação a falta de base concreta e cientifica, uma vez que tal pensamento baseia-se na crendice e no sobrenatural, o mito muito além disso ele servia para definir padrões de conduta e moral dos indivíduos que faziam parte das cidades gregas, uma vez que os mesmos tinham sua educação baseada nas histórias narradas, contadas e até mesmo cantadas por poetas como Homero que narrava poemas como Ulisses e Odisseia. Não cabe a nós aprofundarmos aqui nas histórias dos mitos, tais exemplos são somente formas didáticas de explicar a forma que eles se apresentavam na prática. Portanto, a filosofia surge da antítese, ou seja, da forma contrária a uma tese proposta, bom se o pensamento mítico diz que determinada linha de pensamento vai do ponto a até o ponto b, a filosofia dirá que é o contrário, isto é do ponto b para o a. Em suma podemos dizer que a filosofia nasce do rompimento com o mito e não da superação do mesmo, pois o mito ainda continua existindo e até inclusive nos dias atuais, aonde uma série de pessoas acreditam no mito. Muitas pessoas confundem mito com a mentira, de fato isso é falso, pois o mito baseia-se no meio termo, isto é: Nem mentira e nem verdade, pense a seguinte coisa: As mentiras são algo fictício e que de fato não existiu, logo comprova-se a não existência disso. As verdades são fatos e que existiram, pois são comprovados e possuem uma certa convicção. O mito  não é mentira e nem verdade, na medida em que o mesmo não foi comprovado, em outros palavras, o mito é o meio termo entre mentira e verdade, estando sujeito a um deslize para algum dos lados. 

   Os primeiros filósofos, os chamados naturalistas, milesianos, pluralistas e atomistas, buscavam compreender a cosmologia, ou seja, a ordem das coisas. Diferentemente do mito, eles profanizam esse conhecimento, é a chamada dessacralização do saber, uma vez lhe foi retirado qualquer juízo de valor e crendice supersticiosa. Entre tais filósofos encontramos Tales de Mileto, Anaxímenes, Anaximandro, Demócrito e outros mais, a esta filosofia se da o nome de Pré-Socrática, pois tem sua gênese antes de Sócrates (marco da história da filosofia), que trás posteriormente os filósofos Socráticos. 

     Mas o que é de fato a filosofia? Um filósofo contemporâneo chamado Felix  Guatarri disse a seguinte frase: Filosofia não é reflexão, nem contemplação, nem comunicação ela é a criação de conceitos. Não é reflexão, pois refletimos somente sobre o  que nos é conhecido e isto fica apenas em nosso imaginário, não é contemplação, pois contemplamos algo já conhecido e isso permanece igualmente a reflexão em nosso intelecto, não é comunicação, pois a mesma também ocorre em forma de mitos ou crendices baseadas no senso comum. Portanto, ela é a junção das anteriores e com isso temos a criação de conceito, que por sua vez podem ser discutidos e até mesmo confrontados. É notório isso na história da filosofia, temos conceitos de ideia em Platão, temos conceitos de ética em Aristóteles e tais conceitos marcam a história agitada da filosofia e isso é de fato filosofia, pois a mesma depende dum confronto de ideias.

     A alegoria da caverna ou mito da caverna criado por Platão retrata de forma sistematizada o cenário de Atenas na época, sendo os cidadãos atenienses os mesmos Homens presos na caverna e que de certa forma acreditam cegamente em seu mundo imaginário e de sombras, os mesmos se quer não duvidam disso, tudo para eles é perfeito. Mas na verdade não passam de pequenas sombras projetadas na parede. O libertar-se da caverna seria encontrar a filosofia, ou seja, encontrar a luz! Uma vez que a mesma romperia com qualquer sombra e buscaria mostrar o real, a verdadeira imagem ou o que estava por trás de determinada coisa.
     Este é um breve resumo da história da filosofia, que compreende o mito e o surgimento da filosofia. No próximo post irei trabalhar um pouco mais essa questão da filosofia tanto na época, quanto na atualidade e entrar na filosofia Socrática, como já havia dito: no marco da história da filosofia.    


domingo, 13 de maio de 2012

Ordem e Harmonia dos Movimentos Planetários


    Todo ano a Terra, Marte, Vênus, Júpiter, Plutão, o Sol, e todos os demais integrantes do Sistema Solar estão em movimento, cada um deles, com relação aos outros e, além destes, a Via Láctea, que é uma união de vários sistemas estelares, também está em movimento com relação a outras galáxias e à partes de si mesma, em suma o Universo por inteiro está em cada elemento de si mesmo, em movimento.
   
    A Humanidade levou um certo tempo para compreender o caráter do simples movimento planetário do nosso Sistema Solar. Se com Humanidade você entende como o conjunto de indivíduos de nossa espécie, então o tempo que demoramos para compreendermos tais movimentos, a ponto de, com este conhecimento poder prever a posição de qualquer corpo com massa sabendo um mínimo de informações à respeito deste, foi aproximadamente uns 200 mil anos. Este número parece exagerado, mas não é. O H. sapiens surgiu de uma série de evoluções do H. erectus, conforme os estudos atuais indicam. Mas se você entende Humanidade como o conjunto de indivíduos de um grupo já organizado numa sociedade, diferente daquelas muito primitivas, então demorou uns 12 mil anos para tal conhecimento ser criado/descoberto.

   Uma das primeiras tentativas (isso se não a primeira) foi realizada por Pitágoras, onde ele explicava o mundo através da esfericidade da Terra e um tipo de harmonia de mundos. Passado um tempo Aristóteles formulou e defendeu a tese geocêntrica, onde os planetas, estrelas, lua (não se conhecia outros satélites), entre outros; giravam em torno da Terra. Contestando ele, alguns diziam que em vez de tudo girar em torno da Terra, a Terra podia estar girando em torno de si mesma e o resto parado. Aristóteles, muito bem argumentando por meio de sua lógica, disse que se a Terra estivesse girando ou se movimentando de qualquer maneira, jogaria as pessoas e animais para o espaço, como isso não acontece ela só pode estar fixa e imóvel. Assim este filósofo teve sua ideia difundida na cultura, principalmente ocidental, humana por muitos séculos. Outros filósofos gregos, como Aristarco de Samos, até propuseram um modelo onde o Sol ocupava o centro e os planetas giravam em torno deste, mas a lógica de Aristóteles era muito sistematizada, e suas idéias, mesmo erradas como sabemos hoje, conquistaram a comunidade de pensadores e se tornaram um paradigma. Conforme vemos na História da Humanidade, alguns pensadores foram até mortos por quererem discutir sobre a validade deste paradigma.

   Mas Galileu Galilei conseguiu mostrar que não havia mais muita lógica no modelo geocêntrico, ao constatar usando um telescópio, feito por ele mesmo, luas que orbitavam Júpiter. Ou seja, havia coisas que não giravam em torno da Terra, e sim de Júpiter; assim não era uma condição necessária os planetas girarem em torno da Terra. Além disso já era bem sabido que se considerarmos o modelo heliocêntrico, as contas e previsões dos movimentos planetários ficavam mais simples e mais exatos. Além disto, Galileu criou a primeira teoria da relatividade da física, e nesta teoria mostrou que as velocidades verticais e horizontais de um corpo são independentes entre si. Percebeu antes de Newton a lei da inércia, e conseguiu provar com suas próprias idéias que o movimentos do corpos arremessados numa direção diferente da vertical era parabólico. Mostrou também que os objetos caem de forma acelerada, e em igual proporção, independente da massa (dois objetos de massa diferente demoram o mesmo tempo para caírem de uma altura). Enfim, Galileu conseguiu mostrar que podemos representar o movimento matematicamente, através de uma "Equação de Movimento" ou "Lei de Movimento". Com Galileu, a teoria heliocêntrica estava mais segura e defendida com raciocínios melhores que os de Aristóteles. Assim ficou claro que fazia mais sentido acreditar que os planetas giram em torno do Sol. Mas o que mantém as coisas na Terra, e o que mantém os planetas nessas órbitas?

    Isaac Newton resolveu o problema. Ele criou um modelo matemático para explicar a causa do movimento. O cerne deste modelo são suas três leis:

  • Lex I: Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum mutare.
(Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças imprimidas sobre ele.)
  • Lex II: Mutationem motis proportionalem esse vi motrici impressae, etfieri secundum lineam rectam qua vis illa imprimitur.
(A mudança de movimento é proporcional à força motora imprimida, e é produzida na direção da linha reta na qual aquela força é imprimida.)
  • Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi. (A toda ação há sempre oposta uma reação igual, ou, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas a partes opostas.)


         
    Com a ideia de uma maçã caindo de uma árvore (alguns dizem que a maçã caiu na cabeça dele, mas este boato é provavelmente uma história inventada pelos românticos), ele conseguiu fazer uma conexão entre o movimento dos planetas e a queda de um corpo nas vizinhanças da Terra. Ele usou as já conhecidas leis de Kepler e  suas próprias três leis, e assim deduziu sua Teoria da Gravitação Universal.

         Pela Teoria da Gravitação Universal Newtoniana, mostra-se que um corpo celeste qualquer pode (dependendo de suas características) ter quatro tipos de trajetórias/órbitas: Circular, Elíptica, Parabólica e Hiperbólica. 
       
       Mas a obra de Isaac Newton não era perfeita, apesar de que quando testavam suas teorias por meios de experimentos, estes sempre fortaleciam o Pensamento Newtoniano, exceto quando verificou-se que a velocidade da luz era constante independentemente do referencial. Albert Einstein sabendo disto, formulou a teoria da relatividade restrita (ou especial), onde mostrou que o tempo varia de formas diferentes em sistemas de referência distintos, assim como a mensuração de distâncias e a própria massa de um objeto.
Ele estendeu sua relatividade especial para sistemas de referencia acelerados (e não mais somente inerciais), assim criou uma nova teoria para a gravidade, era a Relatividade Geral.

     Na Relatividade Geral, a gravidade não é causada por uma força que age a distância, como diz a Teoria Newtoniana, porém é causada pela "curvatura do espaço tempo". No modelo Einsteiniano o espaço e o tempo se correlacionam e formam uma estrutura quadridimensional, um "tecido" no qual os corpos estão inseridos. 

    Quando tratamos de corpos com muita massa como galáxias e buracos negros, usamos  a Relatividade Geral de Einstein, pois a Teoria da Gravitação Universal não oferece um resultado tão bom da magnitude do campo gravitacional quanto o outro modelo. Já quando tratamos de planetas, luas, lançamento de foguetes e sondas espaciais, usamos o modelo Newtoniano por mais simplicidade e boa acurácia nestes casos. Podemos dizer que a física que está entre planetas, satélites e estrelas é Newtoniana, e a física que está entre Buracos Negros, viagens no tempo, galáxias e big-bang é Einsteniana.

     Resumindo tudo isso: Há ordem no movimento dos astros, e esta tem propriedades matemáticas. Estas propriedades por serem matemáticas podem ser utilizadas na previsão de aparição de cometas, meteoros eclipses, pode ser usado em missões espaciais como por exemplo ir para a Lua, tais conhecimentos podem explicar o motivo de existir o fenômeno das marés e explicar porque maçãs caem das arvores e vão para o solo... Esta ordem matemática é aplicada simultaneamente em todos os corpos e harmonicamente, principalmente aqui no Sistema Solar, onde a vida se formou na Terra. Se não houvesse ordem nestes movimentos planetários e na natureza, seria difícil a Humanidade ter progredido tanto e usado sua criatividade em prol de si mesma e mais difícil ainda  saber o que há lá fora, nas estrelas, longe de nossa casa, a Terra. 

    

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Idéias sobre o QI



 É dado um problema de lógica simples a dois seres, um humano e outro um chimpanzé, qual deles irá responder corretamente à questão? A resposta que eu daria é NÃO SEI. Exatamente, depende de que humano que é esse e que chimpanzé é esse, quais são as respectivas idades de cada um e seus respectivos "QIs".Sabendo essas informações posso estimar com ótimo grau de certeza quem acertará o problema. Por exemplo se o humano tiver 10 dias de idade e o macaco tiver 15 anos, a possibilidade de o macaco conseguir resolver o problema é muito maior, pois a criança mal aprendeu a respirar ou a andar enquanto o macaco já sabe essas coisas muito bem e outras, e por que não desenvolver uma nova habilidade? Não podemos esquecer do "QI", digamos que o macaco em questão tenha um retardo mental em função de aluma anomalia genética, então a resposta mais provável é que nenhum consiga resolver num prazo até que a criança desenvolva uma inteligência lógica suficiente para resolver tal problema, digamos uns 2 anos. Logo em 2 anos é possível que o humano resolva o problema. Mas a situação pode ser diversa, um homem ou mulher de 30 anos e um chimpanzé de 3 meses de idade, o homem com um retardo mental e o macaco com  um qi elevado (um  macaco superdotado intelectualmente). Com essas informações, chegamos de forma análoga à conclusão de que o macaco em uns 3 anos resolveria o problema (talvez menos).

   Não vou tratar aqui sobre o assunto "QI", mas irei como o título sugere mostrar algumas idéias (pretendo ser o mais informal possível sem ter que perder o "rigor" da ciência).

    No caso tratado no primeiro parágrafo deste texto menciono o "QI" (Quoeficiente de Inteligência como muitos preferem). Este por sua vez não terá seu sentido habitual modificado nesta conversa.

   É fato que conforme envelhecemos vamos esquecendo algumas coisas, ou pelo menos temos muita dificuldade em lembrar de qualquer coisa arbitrária, isto decorre de vários fatores, como por exemplo a morte dos neurônios, que por sua vez não nascem mais, fazendo assim o QI diminuir conforme a idade vai aumentando, mas não há ainda do que se preocupar, pois essa diminuição de qi é muito lenta e só seria notável se pudéssemos viver por uns 400 anos no mínimo e chegando lá um macaco tomado arbitrariamente resolveria qualquer problema com muito mais eficiência. Agora quem deseja  viver mais que 300 anos e passar dos 400, daí é um grande problema, pois a pessoa em questão tem um numero finito de células na cabeça, com propriedades tais que possam conter um numero também finito de informação , portanto se a pessoa quiser ser "imortal" terá que saber lidar com problemas como estes. Uma solução que ainda não é possível, porém viável, é  usar células tronco para regenerar tecidos cerebrais que morreram no processo de envelhecimento, o que ajudaria a manter o QI  mais estável, porém este continuaria a diminuir.

     O fato é que existem muitas técnicas para aumentar qi: Comer carboidratos, ler livros diversos, evitar assistir televisão, discutir (isto mesmo, uma "briguinha" sobre um assunto específico por exemplo, é ótima para seu cérebro, pois exercita sua dialética, sua lógica quando vai defender a tese em questão e até argumentar a antítese...), exercitar o corpo (a maioria das pessoas com qi elevado tem uma coordenação motora ótima e um bom desempenho físico, porém não excelente como de um atleta profissional), aprender a tocar um instrumento musical ou mais de um, aprender um idioma cuja similaridade com o idioma nativo seja a mínima (no caso de quem fala em português eu recomendo estudar mandarim, russo ou algum dialeto indiano; pois se você estudar um idioma parecido com o português como por exemplo o espanhol ou italiano, estará utilizando a mesma área do cérebro que usa pra falar seu idioma nativo, e em vez de aumentar a porcentagem de uso do seu cérebro (normalmente em torno de 13%) estará mantendo como ele está e não criará novas conexões, apenas estará a utilizar mais a memória...), brincar com jogos de raciocínio e de memória, comer menos açúcar, tomar banho de olhos fechados... Tais métodos irei chamar somente de Métodos Práticos.

    Conforme as pesquisas indicam em cada um desses testes, percebi que fazendo todos eles o qi aumentaria no máximo, numa pessoa média (me refiro às mais normais, se é que existe "pessoa normal") em torno de 30 pontos, ou seja, uma pessoa normal teria qi 100 antes do método prático e após teria 130 e já seria uma superdotada e poderia entrar em uma sociedade de alto qi como a mensa, porém ainda estaria muito longe de ter qi como o de Isaac Newton. Pelo meu exemplo fica claro que escala de qi eu usei pra fazer as contas (as contas tem um desvio padrão considerável, mas como são de caráter estatístico eu achei melhor não mostrá-las para não "enfeiurar" o blog).

    Estando esta estatística muito próxima de se verificar experimentalmente (experimentem usar esses métodos práticos, são muito úteis para ajudar a desenvolver raciocínio matemático, e sendo assim não precisarão mais colar na prova de física ou outra como de português,  se fizerem não se esqueçam de mandar os resultados para mim, ficarei contente em saber se estava certo ou errado em alguma conta), fica fácil ver que mesmo uma pessoa que venha a viver mais de 400 anos e queira ter qualidade de vida boa, mesmo que use os métodos práticos ainda assim estará próxima do retardo mental, e não poderá assistir um filme e entender como o detetive conseguiu descobrir quem matou a garota apenas com um vestígio deixado por ele: uma gota de sangue, ou um fio de cabelo. Sendo assim, método prático não é útil quando pensado a longo prazo (pra quem acha que estou louco, falando em viver 400 anos sem justificar o como, recomendo que olhe outra postagem nesse blog chamada "Um passo para a Imortalidade", mas fiquem sabendo que esta é só uma ideia para aumentar a longevidade de uma pessoa, existem muitas outras idéias, e acreditem, já existem pesquisas sérias nessa área da biomedicina, foi publicado mais de duas vezes reportagens como esta na revista Nature ou até na Scientific American, então a proposta deve ser analisada como sendo algo iminente e dentro de algumas décadas teremos muitas dessas idéias no nosso dia-adia em aplicações práticas...). É necessário um método mais eficaz que o Prático, e é nesse ponto que eu queria chegar: Física aplicada à Biologia, ou seja Ciências Aplicadas.

   Um dos motivos que me levaram a ser cientista é o fascínio por Ciências Aplicadas, então lá vai uma ideia que eu tive, mas após pesquisar percebi que não é só minha, mas a minha forma de utilizá-la é unica, pelo que vi, então lá vamos nós.

    Cargas elétricas, quando em movimento geram um campo magnético em torno do eixo onde percorrem, isso vemos nas aulas de física básica do colégio, essas cargas podem ser tanto elétrons como átomos ionizados (cátions e ânions). E nas aulas de biologia, aprendemos que para podermos pensar, mover pernas, e executarmos qualquer tarefa temos que usar o cérebro, e neste processo o usamos de tal maneira que cargas elétricas no interior do órgão se movem e induzem uma corrente, e outras partes do cérebro nesse mesmo instante permanecem imóveis, sem serem excitadas por alguma corrente elétrica. Sabe-se que quanto mais conexões entre os neurônios num certo cérebro, maior é a velocidade em lembrar, pensar e agir (a coordenação motora e o tempo de resposta a um estímulo é maior), e também melhor é a qualidade desse lembrar, pensar e agir. Uns são mais mnemônicos que pensadores, outros usam mais a parte motora do cérebro do que o pensamento, enfim; seja qual for a área de maior aptidão da pessoa, se aumentarmos o numero de conexões entre os neurônios numa determinada área específica do cérebro, estaremos melhorando o QI dessa pessoa naquela área, por exemplo, a parte cerebral responsável pela memória de curto prazo pode ser muito utilizada em um jogo da memória em que você quer ganhar, então para melhorar o desempenho nesse jogo e em outros do gênero, basta aumentar o número de conexões entre os neurônios nessa região, e assim também aumentar a atividade sináptica na região em questão.

   Sabendo dessas coisas, basta saber como induzir um aumento no número de conexões de um cérebro usando não somente os métodos práticos, mas também um método artificial, para que em vez de aumentar o qi em 30 pontos, aumentaria o qi em 60 ou até mesmo 100 (extrapolando com o desvio padrão e arredondando o resultado) pontos nessa escala que estamos utilizando desde o ínício.

    A ideia que tive a uns tempos atrás (cerca de 4 anos) era usar pequenas correntes elétricas aplicadas de baixa intensidade e de alta  frequência sobre o cérebro de tal forma a induzir conexões novas entre os neurônios, e assim deixar um espaço maior no "HD" do cérebro ou no "Cartão de Memória" do órgão, de tal forma que quando a área for estimulada, não precisará se esforçar muito para criar novas conexões, e sim utilizar essas conexões na tarefa em questão, fazendo o qi aumentar. Essa foi uma alternativa brilhante (pelo menos na época pareceu brilhante), mas eu pesquisando esses dias quando lembrei da  ideia, vi que não era minha, e que muitos já a vem utilizando em pesquisas, deixo aqui um link para quem quiser ver os pioneiros nessa área:   http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria , (deem atenção maior aos textos cujos títulos são: "Bases anatômicas da memória" e "Bases moleculares do armazenamento da memória").

   Mas não basta apenas usar desenfreadamente esse método sem "ver" onde está sendo aplicada a corrente elétrica, por este motivo devemos de alguma maneira monitorar processo, e um jeito de ver o interior da cabeça sem ter que abrí-la é usando ressonância magnética (pra quem quer saber um pouco mais sobre ressonância magnética recomendo esse excelente video explicativo:  http://www.youtube.com/watch?v=Wh4C7HWE6hc&feature=related). Porém as conexões ocorrem na escala celular, e não são muito visíveis nas atuais máquinas de ressonância magnética, portanto esse método artificial apresenta um problema: A monitoria e por consequência o controle sobre as áreas a serem modificadas, se tornam demasiado difíceis (podendo ver as células, podemos maximizar os efeitos do teórico tratamento para aumentar qi, pois veremos na área a ser melhorada, quais sub-regiões necessitam de mais estímulo elétrico).

   Certamente não vou propor abrir a cabeça e colocar o cérebro num microscópio enquanto é modificado (como numa cultura de bactérias que se estuda numa placa de petri), porém uma melhoria no detector da máquina de ressonância magnética, deixando-o extremamente sensível, uma melhoria no programa que o computador utiliza para mostrar as imagens, podendo dar zoom nelas até permitir ver no nível celular, e as transformando, através de outro programa de computador, em imagens tridimensionais e tudo isso somado com todos os estudos e conhecimentos sobre o comportamento e a mecânica que rege o comportamento cerebral, facilitam em diagnosticar, qual área do cérebro está mais carente de conexões (seria muito mais fácil detectar tais áreas através de exames de aptidão como testes de qi, de performances físicas e motoras, testes psicológicos..., todavia tais testes não teriam o mesmo rigor e mesmo ônus que um exame hiper-detalhado do cérebro e suas conexões uma a uma (certamente seria necessária uma forma adequada de armazenar essas informações para uso posterior).

   Finalizando esta postagem ,digo algumas aplicações que podem ser usadas nessa década mesmo, se alguém quiser fazê-la. Como é  improvável alguém completar 400 anos de vida nesse século como no início eu considerei (isso seria para daqui mais 500 anos ou mais), então ninguém terá problemas em baixo qi em função da idade, porém a casos em que o retardo mental poderia ser curado, como no caso de alguém com mal alzheimer, podemos através de células troncos ou outro método, renovar neurônios que morreram e aplicar o referido método artificial para esta pessoa, facilitando sua vida; podemos também aplicá-lo à pessoas que tiveram derrame, e sentem muita dificuldade em falar (podemos aplicar o método na área cerebral  responsável pela fala), também é possível se quisermos aplicar isso em animais de outras espécies como em cachorros (seria interessante ter um cachorro de qi 100 em casa, para discutir com ele algo como a poluição do ambiente, ou pedir para ele "dizer" (certamente não com palavras)  algo a respeito do descaso com os animais e a crueldade de alguns donos, poderíamos até mesmo tornar a sociedade mais sábia, talvez assim teríamos uma sociedade mais justa, uma vez que todos os grandes gênios da humanidade que tinham um qi alto se mostraram grande pacifistas e "cidadãos mundo" , então é de se esperar algo semelhante de uma sociedade formada por gênios; poderíamos aplicar este método na recuperação motora de algum paciente que tem dificuldade em andar, ou mover os braços ou algo relacionado à coordenação motora, facilitando a fisioterapia.

   "O Futuro da humanidade pode ser mais próspero que muitos imaginaram, e com esse método ou outro com a mesma finalidade, a prosperidade não terá um caráter financeiro e sim Intelectual, Humano e Benéfico."