segunda-feira, 16 de abril de 2012

Idéias sobre o QI



 É dado um problema de lógica simples a dois seres, um humano e outro um chimpanzé, qual deles irá responder corretamente à questão? A resposta que eu daria é NÃO SEI. Exatamente, depende de que humano que é esse e que chimpanzé é esse, quais são as respectivas idades de cada um e seus respectivos "QIs".Sabendo essas informações posso estimar com ótimo grau de certeza quem acertará o problema. Por exemplo se o humano tiver 10 dias de idade e o macaco tiver 15 anos, a possibilidade de o macaco conseguir resolver o problema é muito maior, pois a criança mal aprendeu a respirar ou a andar enquanto o macaco já sabe essas coisas muito bem e outras, e por que não desenvolver uma nova habilidade? Não podemos esquecer do "QI", digamos que o macaco em questão tenha um retardo mental em função de aluma anomalia genética, então a resposta mais provável é que nenhum consiga resolver num prazo até que a criança desenvolva uma inteligência lógica suficiente para resolver tal problema, digamos uns 2 anos. Logo em 2 anos é possível que o humano resolva o problema. Mas a situação pode ser diversa, um homem ou mulher de 30 anos e um chimpanzé de 3 meses de idade, o homem com um retardo mental e o macaco com  um qi elevado (um  macaco superdotado intelectualmente). Com essas informações, chegamos de forma análoga à conclusão de que o macaco em uns 3 anos resolveria o problema (talvez menos).

   Não vou tratar aqui sobre o assunto "QI", mas irei como o título sugere mostrar algumas idéias (pretendo ser o mais informal possível sem ter que perder o "rigor" da ciência).

    No caso tratado no primeiro parágrafo deste texto menciono o "QI" (Quoeficiente de Inteligência como muitos preferem). Este por sua vez não terá seu sentido habitual modificado nesta conversa.

   É fato que conforme envelhecemos vamos esquecendo algumas coisas, ou pelo menos temos muita dificuldade em lembrar de qualquer coisa arbitrária, isto decorre de vários fatores, como por exemplo a morte dos neurônios, que por sua vez não nascem mais, fazendo assim o QI diminuir conforme a idade vai aumentando, mas não há ainda do que se preocupar, pois essa diminuição de qi é muito lenta e só seria notável se pudéssemos viver por uns 400 anos no mínimo e chegando lá um macaco tomado arbitrariamente resolveria qualquer problema com muito mais eficiência. Agora quem deseja  viver mais que 300 anos e passar dos 400, daí é um grande problema, pois a pessoa em questão tem um numero finito de células na cabeça, com propriedades tais que possam conter um numero também finito de informação , portanto se a pessoa quiser ser "imortal" terá que saber lidar com problemas como estes. Uma solução que ainda não é possível, porém viável, é  usar células tronco para regenerar tecidos cerebrais que morreram no processo de envelhecimento, o que ajudaria a manter o QI  mais estável, porém este continuaria a diminuir.

     O fato é que existem muitas técnicas para aumentar qi: Comer carboidratos, ler livros diversos, evitar assistir televisão, discutir (isto mesmo, uma "briguinha" sobre um assunto específico por exemplo, é ótima para seu cérebro, pois exercita sua dialética, sua lógica quando vai defender a tese em questão e até argumentar a antítese...), exercitar o corpo (a maioria das pessoas com qi elevado tem uma coordenação motora ótima e um bom desempenho físico, porém não excelente como de um atleta profissional), aprender a tocar um instrumento musical ou mais de um, aprender um idioma cuja similaridade com o idioma nativo seja a mínima (no caso de quem fala em português eu recomendo estudar mandarim, russo ou algum dialeto indiano; pois se você estudar um idioma parecido com o português como por exemplo o espanhol ou italiano, estará utilizando a mesma área do cérebro que usa pra falar seu idioma nativo, e em vez de aumentar a porcentagem de uso do seu cérebro (normalmente em torno de 13%) estará mantendo como ele está e não criará novas conexões, apenas estará a utilizar mais a memória...), brincar com jogos de raciocínio e de memória, comer menos açúcar, tomar banho de olhos fechados... Tais métodos irei chamar somente de Métodos Práticos.

    Conforme as pesquisas indicam em cada um desses testes, percebi que fazendo todos eles o qi aumentaria no máximo, numa pessoa média (me refiro às mais normais, se é que existe "pessoa normal") em torno de 30 pontos, ou seja, uma pessoa normal teria qi 100 antes do método prático e após teria 130 e já seria uma superdotada e poderia entrar em uma sociedade de alto qi como a mensa, porém ainda estaria muito longe de ter qi como o de Isaac Newton. Pelo meu exemplo fica claro que escala de qi eu usei pra fazer as contas (as contas tem um desvio padrão considerável, mas como são de caráter estatístico eu achei melhor não mostrá-las para não "enfeiurar" o blog).

    Estando esta estatística muito próxima de se verificar experimentalmente (experimentem usar esses métodos práticos, são muito úteis para ajudar a desenvolver raciocínio matemático, e sendo assim não precisarão mais colar na prova de física ou outra como de português,  se fizerem não se esqueçam de mandar os resultados para mim, ficarei contente em saber se estava certo ou errado em alguma conta), fica fácil ver que mesmo uma pessoa que venha a viver mais de 400 anos e queira ter qualidade de vida boa, mesmo que use os métodos práticos ainda assim estará próxima do retardo mental, e não poderá assistir um filme e entender como o detetive conseguiu descobrir quem matou a garota apenas com um vestígio deixado por ele: uma gota de sangue, ou um fio de cabelo. Sendo assim, método prático não é útil quando pensado a longo prazo (pra quem acha que estou louco, falando em viver 400 anos sem justificar o como, recomendo que olhe outra postagem nesse blog chamada "Um passo para a Imortalidade", mas fiquem sabendo que esta é só uma ideia para aumentar a longevidade de uma pessoa, existem muitas outras idéias, e acreditem, já existem pesquisas sérias nessa área da biomedicina, foi publicado mais de duas vezes reportagens como esta na revista Nature ou até na Scientific American, então a proposta deve ser analisada como sendo algo iminente e dentro de algumas décadas teremos muitas dessas idéias no nosso dia-adia em aplicações práticas...). É necessário um método mais eficaz que o Prático, e é nesse ponto que eu queria chegar: Física aplicada à Biologia, ou seja Ciências Aplicadas.

   Um dos motivos que me levaram a ser cientista é o fascínio por Ciências Aplicadas, então lá vai uma ideia que eu tive, mas após pesquisar percebi que não é só minha, mas a minha forma de utilizá-la é unica, pelo que vi, então lá vamos nós.

    Cargas elétricas, quando em movimento geram um campo magnético em torno do eixo onde percorrem, isso vemos nas aulas de física básica do colégio, essas cargas podem ser tanto elétrons como átomos ionizados (cátions e ânions). E nas aulas de biologia, aprendemos que para podermos pensar, mover pernas, e executarmos qualquer tarefa temos que usar o cérebro, e neste processo o usamos de tal maneira que cargas elétricas no interior do órgão se movem e induzem uma corrente, e outras partes do cérebro nesse mesmo instante permanecem imóveis, sem serem excitadas por alguma corrente elétrica. Sabe-se que quanto mais conexões entre os neurônios num certo cérebro, maior é a velocidade em lembrar, pensar e agir (a coordenação motora e o tempo de resposta a um estímulo é maior), e também melhor é a qualidade desse lembrar, pensar e agir. Uns são mais mnemônicos que pensadores, outros usam mais a parte motora do cérebro do que o pensamento, enfim; seja qual for a área de maior aptidão da pessoa, se aumentarmos o numero de conexões entre os neurônios numa determinada área específica do cérebro, estaremos melhorando o QI dessa pessoa naquela área, por exemplo, a parte cerebral responsável pela memória de curto prazo pode ser muito utilizada em um jogo da memória em que você quer ganhar, então para melhorar o desempenho nesse jogo e em outros do gênero, basta aumentar o número de conexões entre os neurônios nessa região, e assim também aumentar a atividade sináptica na região em questão.

   Sabendo dessas coisas, basta saber como induzir um aumento no número de conexões de um cérebro usando não somente os métodos práticos, mas também um método artificial, para que em vez de aumentar o qi em 30 pontos, aumentaria o qi em 60 ou até mesmo 100 (extrapolando com o desvio padrão e arredondando o resultado) pontos nessa escala que estamos utilizando desde o ínício.

    A ideia que tive a uns tempos atrás (cerca de 4 anos) era usar pequenas correntes elétricas aplicadas de baixa intensidade e de alta  frequência sobre o cérebro de tal forma a induzir conexões novas entre os neurônios, e assim deixar um espaço maior no "HD" do cérebro ou no "Cartão de Memória" do órgão, de tal forma que quando a área for estimulada, não precisará se esforçar muito para criar novas conexões, e sim utilizar essas conexões na tarefa em questão, fazendo o qi aumentar. Essa foi uma alternativa brilhante (pelo menos na época pareceu brilhante), mas eu pesquisando esses dias quando lembrei da  ideia, vi que não era minha, e que muitos já a vem utilizando em pesquisas, deixo aqui um link para quem quiser ver os pioneiros nessa área:   http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria , (deem atenção maior aos textos cujos títulos são: "Bases anatômicas da memória" e "Bases moleculares do armazenamento da memória").

   Mas não basta apenas usar desenfreadamente esse método sem "ver" onde está sendo aplicada a corrente elétrica, por este motivo devemos de alguma maneira monitorar processo, e um jeito de ver o interior da cabeça sem ter que abrí-la é usando ressonância magnética (pra quem quer saber um pouco mais sobre ressonância magnética recomendo esse excelente video explicativo:  http://www.youtube.com/watch?v=Wh4C7HWE6hc&feature=related). Porém as conexões ocorrem na escala celular, e não são muito visíveis nas atuais máquinas de ressonância magnética, portanto esse método artificial apresenta um problema: A monitoria e por consequência o controle sobre as áreas a serem modificadas, se tornam demasiado difíceis (podendo ver as células, podemos maximizar os efeitos do teórico tratamento para aumentar qi, pois veremos na área a ser melhorada, quais sub-regiões necessitam de mais estímulo elétrico).

   Certamente não vou propor abrir a cabeça e colocar o cérebro num microscópio enquanto é modificado (como numa cultura de bactérias que se estuda numa placa de petri), porém uma melhoria no detector da máquina de ressonância magnética, deixando-o extremamente sensível, uma melhoria no programa que o computador utiliza para mostrar as imagens, podendo dar zoom nelas até permitir ver no nível celular, e as transformando, através de outro programa de computador, em imagens tridimensionais e tudo isso somado com todos os estudos e conhecimentos sobre o comportamento e a mecânica que rege o comportamento cerebral, facilitam em diagnosticar, qual área do cérebro está mais carente de conexões (seria muito mais fácil detectar tais áreas através de exames de aptidão como testes de qi, de performances físicas e motoras, testes psicológicos..., todavia tais testes não teriam o mesmo rigor e mesmo ônus que um exame hiper-detalhado do cérebro e suas conexões uma a uma (certamente seria necessária uma forma adequada de armazenar essas informações para uso posterior).

   Finalizando esta postagem ,digo algumas aplicações que podem ser usadas nessa década mesmo, se alguém quiser fazê-la. Como é  improvável alguém completar 400 anos de vida nesse século como no início eu considerei (isso seria para daqui mais 500 anos ou mais), então ninguém terá problemas em baixo qi em função da idade, porém a casos em que o retardo mental poderia ser curado, como no caso de alguém com mal alzheimer, podemos através de células troncos ou outro método, renovar neurônios que morreram e aplicar o referido método artificial para esta pessoa, facilitando sua vida; podemos também aplicá-lo à pessoas que tiveram derrame, e sentem muita dificuldade em falar (podemos aplicar o método na área cerebral  responsável pela fala), também é possível se quisermos aplicar isso em animais de outras espécies como em cachorros (seria interessante ter um cachorro de qi 100 em casa, para discutir com ele algo como a poluição do ambiente, ou pedir para ele "dizer" (certamente não com palavras)  algo a respeito do descaso com os animais e a crueldade de alguns donos, poderíamos até mesmo tornar a sociedade mais sábia, talvez assim teríamos uma sociedade mais justa, uma vez que todos os grandes gênios da humanidade que tinham um qi alto se mostraram grande pacifistas e "cidadãos mundo" , então é de se esperar algo semelhante de uma sociedade formada por gênios; poderíamos aplicar este método na recuperação motora de algum paciente que tem dificuldade em andar, ou mover os braços ou algo relacionado à coordenação motora, facilitando a fisioterapia.

   "O Futuro da humanidade pode ser mais próspero que muitos imaginaram, e com esse método ou outro com a mesma finalidade, a prosperidade não terá um caráter financeiro e sim Intelectual, Humano e Benéfico."



 
 
 



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Simplismente Interação

      Há muitas explicações à respeito do funcionamento do Universo. Desde teorias, modelos e esquemas; que diferem quanto à sua complexidade. Uma forma de analisar a natureza é se basear em algo, que podemos chamar de INTERAÇÃO.
     Interação é uma ação de um objeto sobre outro. Ou seja, a interação só existe se houver no mínimo 2 objetos.
     Por muito tempo a humanidade vem explicando o mundo através de modelos matemáticos, como por exemplo o modelo atômico, ou até mesmo o modelo padrão (mecânica quântica), porém nem sempre se discutiu à respeito da interação. Um exemplo bastante simples é você tocar a sua mão direita na sua mão esquerda levemente, comprimindo-as uma nas outras gradualmente. Percebe-se pela experiência que uma mão não atravessa a outra, e intuitivamente a resposta do porque disto ocorrer parece simples: "as duas mãos são sólidas, e objetos sólidos não se atravessam entre si", mas o que queremos dizer com "é sólida"? Quer dizer que os átomos e moléculas que compõe as duas mãos estão num estado de agitação tal que no nível macroscópico parecem ter forma regular, volume invariável e rigidez. Todavia isto não é verdade, pois a luz que incide na sua mão está liberando uma tempestade de radiações, que está agitando as moléculas mais próximas da superfície da mão,..., há movimentação de fluídos pelas células... Na realidade, suas mãos não se tocam nunca! Existe uma interação entre os elétrons dos átomos de cada mão que fazem com que eles (elétrons) e consequentemente todos os átomos, moléculas, células e a mão, não se toquem. Fisicamente não há toque, há uma sensação de que houve um toque, mas a resposta correta é que houve uma Interação. 
  Experiências mais elaboradas mostram que dentro do núcleo dos átomos existe outro conjunto de partículas chamadas Quarks, e que compõe o nêutron e o próton. A interação entre esses Quarks (veja imagem ilustrativa abaixo do título) é chamada de Força Nuclear Forte.  Analogamente entre as partículas que possuem carga elétrica exite uma outra interação chamada de Força Eletromagnética. Mas a mais famosa interação no contexto científico é a gravidade. A interação entre corpos que possuem massa é denominada de Força Gravitacional. Na Física atual se conhece só 4 tipos de interações possíveis, que são as três forças já mencionadas mais a Força Nuclear Fraca (responsável por alguns processos de decaimento radioativo).
     Porém, não existem apenas interações físicas, há também interações que estão além da física, são as Interações Metafísicas.
     As interações físicas podem ser representadas por modelos matemáticos e funções matemáticas, podendo assim prever numericamente a interação (força) entre os corpos que se interagem ( corpos físicos). No caso da interação metafísica, é por vezes, impossível prever a magnitude de uma interação por meio de uma fórmula/função matemática.
       Se queremos entender o Universo como um todo, não basta saber toda a mecânica que rege o comportamento das menores partículas da matéria ou dos maiores conglomerados de galáxias, e esperar que essas leis científicas expliquem tudo. Não quero afirmar que é impossível, até porque não tenho como provar, porém, atualmente, nenhum algoritmo ou fórmula conseguiu descrever o quanto (numericamente) uma mãe cuida de seu filho , quanto um casal se ama, ou até mesmo como a história ou a geopolítica de um pais se desenvolve.
      Intuitivamente a interação entre uma pessoa e outra pode ser muito variável, e sem dúvida há mais incertezas quanto a forma correta de se estudar o comportamento humano do que uma forma incorreta. Eu compartilho, juntamente com os filósofos humanistas, sociólogos e psicólogos a profunda curiosidade de entender os processos de interação entre as pessoas e como suas mentes funcionam, e também o fascínio de quão complicado isto parece ser. A interação entre dois seres nem sempre se dá na forma física. Não é preciso existir duas pessoas diferentes para haver uma interação, pois muitas vezes nós nos pegamos falando (mesmo que mentalmente) sozinhos, criando um segundo ser capaz de interagir conosco, tanto quanto qualquer outra pessoa. Em regra, os seres vivos mais inteligentes tem este dispositivo para aprenderem com as experiências passadas, e isto pode ser verificado experimentalmente com pessoas, cachorros, gatos, macacos,...; todavia este simples fato não é a explicação ou um modelo de como e quanto o ser mental (imaginado) interage com o ser real (que imagina).
     Tudo ao meu , seu, nosso redor parece ser interação. Neste contexto o que realmente importa não são as coisas em si, e sim os processos pelos quais essas coisas passam. Um ser solitário no meio do Cosmo não tem significado nenhum, só passa a ter significado quando surge um outro ser para que ocorra uma interação. Até semanticamente numa frase o sujeito sendo solitário, perde qualquer sentido e não possuí nenhum predicado. Tente fazer uma frase onde só existe uma palavra (no caso um substantivo). Verá que o sentido de sua frase será ambíguo.
     Não vou provar tal afirmação mas enunciarei uma tentativa: "Todo ser (físico ou metafísico) existe, se e somente se for passível de interação com outro ser de mesma ou diferente natureza". No caso das partículas da física, ou dos corpos celestes e tudo mais que existe materialmente , isto é verdade , pois mesmo que um objeto exista "sozinho" no Cosmo, ainda sim (isto é evidenciado pela teoria da relatividade geral) ele não estará realmente sozinho, pois existe o tempo e o espaço no cosmo, que parecem ser independentes dos corpos materiais, e qualquer corpo ocupa pelo menos um ponto do espaço-tempo. Sendo assim, se correlaciona com outro ser de mesma ou diferente natureza. No caso do ser-ciente como nós humanos, a nossa existência/presença não se dá apenas fisicamente , mas também psicologicamente, mentalmente,..., até mesmo (talvez, pois não se prova isto) espiritualmente. Como seres metafísicos não existem necessariamente no espaço e tempo, é impossível que exista um ser metafísico solitário. É como poesia, sempre existirá a outra metade da laranja, para que a laranja exista como laranja, pois para ser laranja precisa existir as duas metades num só corpo. Vai ver por isso a natureza se desenvolveu de tal forma que todo tipo de reprodução biológica ocorra em pares (mesmo em seres assexuados surgem no mínimo dois seres após a reprodução). Novamente peco em não poder demonstrar a veracidade ou falsidade deste "teorema", pois atualmente a biologia é uma ciência de exceções e não de regras, mas é difícil não se impressionar com tais coincidências.

estudo organizado em genética (biologia)
     Interações metafísicas são muito comuns na história da filosofia, por exemplo : Descartes, um filósofo matemático e cientista do século XVI, em um de seus vários trabalhos, criou o conceito do que ele chamou de "gênio maligno", que nada mais é que um ser imaginário que dialoga com o filósofo como se fosse um ser real, e que tem uma função específica: negar tudo que é afirmativo para reconceituar a "realidade", podendo assim criar um mundo virtual paralelo ao "real", ou até mesmo viver em dúvida sem poder afirmar o que é real.
       As mais variadas Interações entre as entidades físicas e metafísicas tem algo que é marcantemente em comum: "Um ser A que interage com outro ser B, modifica concomitantemente o ser B e si mesmo, porém a reciproca nem sempre é verdadeira". A justificativa é simples, pois para casos onde os seres A e B são apenas materiais (físicos) a reciproca é verdadeira, para os casos em que os seres A e B são metafísicos a reciproca é verdadeira se 1) os dois são seres reais (não imaginários) ou 2) os dois seres são imaginários , ou a terceira opção que demonstra a veracidade do enunciado: A reciproca é falsa se A é um ser metafísico real e B é um ser metafísico imaginário (criado pelo real). Isto era de se esperar, pois se você conversar com seu amigo imaginário, ele não mudará se você não quiser, pois você cria e imagina ele da forma como quiser, assim ele nem sempre é influenciado pela interação.
     Poderíamos discutir mais sobre este tema, porém cheguei onde queria: Poder analisar o Cosmo, simplesmente como resultado de interações.
     Ou seja:   "SIMPLESMENTE INTERAÇÃO"

        

     

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Um passo para a Imortalidade"

 Como seria viver  numa sociedade, onde todos são imortais? A resposta a esta pergunta pode até ser imaginada, mas será apenas uma elucubração falha, onde não há evidência ou argumento que responda satisfatoriamente a pergunta, porém antes que possamos fazer tal pergunta, temos que ter a resposta de outra:"É possível ser imortal?"
 Como sabemos, a única certeza que temos na vida, é que vamos morrer um dia; ou será que não? Pelo que eu entendo  e pelo dicionário temos as seguintes definições:
 IMORTALIZAR: Tornar(-se) imortal, célebre, eternizar(-se) na memória dos homens;
 IMORTAL: Não sujeito a morrer.
 E o que significa morrer?
 MORRER: Cair no esquecimento, cessar de viver, extinguir(-se)
 VIVER: Ter vida, existência, morar, habitar, perdurar
 Ou seja, ser imortal é estar de acordo com a definição dada para o verbo viver, em tempo incomensurável, mas outrossim, ser imortal significa não cair no esquecimento, não se extinguir, e para isso ocorrer suas memórias não devem sumir (extinguir) nem para os outros(homens, seres racionais) nem para si mesmo! E é aí que entra a minha idéia: Se a memória de uma pessoa não se extinguir,e se a mesma puder pensar por si própria, recordar de informações que adquiriu durante a vida, e se todas essas convenções se estabelecerem por um tempo quão grande quanto queiramos, até que atinja o limite no infinito, então tal pessoa adquire o estado de imortalidade, esta pessoa está de acordo com o verbo viver, e em tempo incomensurável.
 Todas as informações que absorvemos se depositam no cérebro, e tais informações são nada mais e ,nada menos que nossas lembranças e memórias, que usamos para de finir o verbo Viver.
 Como o ser humano vai ficando velho com o tempo, vai ficando doente quando se aproxima dos 200 anos de vida (duzentos), ele tende a morrer de alguma coisa (o diagnóstico sempre existe, mas nem sempre os médicos detectam), e logo que a pessoa falece, todo o organismo da pessoa morre,inclusive o cérebro com suas memórias. Então para que as memórias não se percam , existe uma solução bem simples, logo que a pessoa estiver para morrer (digamos 10 segundos antes), é só transplantar o cérebro para um outro corpo (um clone talves, mas preparado sem cérebro). Simples não é? Claro que não! Primeiro que não existe transplante de cérebro (pelo menos até o presente), segundo que ninguém sabe o momento exato da própria morte, e terceiro, é muito difícil fazer um clone perfeito, e mais difícil (muito mais), fazer um clone sem cérebro, pois o mesmo nasceria sem seu sistema nervoso. Então como proceder?
 Estava assistindo uma série de tv estes dias e vi uma tecnologia útil nela, era um aparelho que mostra o que a pessoa está pensando naquele momento (quem quiser assistir é só procurar no google o 15º episódio da 6ª temporada de Dr. House), e logo percebi que se é possível tranmitir o que a pessoa está pensando em uma televisão portátil, ou seja transformar ondas cerebrais em sinais analógicos e assim também em sinal digital e assim também em sinal eletromagnético, como ondas de rádio, microondas,luz, poderia haver um jeito de colocar um aparelho deste na cabeça de uma pessoa, e tudo o que esta pessoa pensa, o aparelho transmite por algum tipo de interação à distância, até um HD com um bom espaço para armazenamente de informações(ou outro dispositivo), e tal dispositivo estar ligado à um outro cérebro (um clone real da pessoa,porém em coma induzido para não haver nenhum paradoxo de existência, ou para não haver ambiguidades na memória, nem mesmo gerar novas memórias além das da pessoa que quer se tornar imortal),de tal forma que este aborva as memórias, e quando a pessoa "A", que está transmitindo as memórias para a pessoa "B",morrer ; um mecanismo corta a transmissão de dados e assim um computador ou até mesmo uma outra pessoa retira a pessoa "B" do coma induzido, e tal pessoa (B) será a mesma pessoa "A", pois estará com as mesmas memórias anteriores, e logo, está satisfazendo as condições que definem o verbo Viver, e se o processo continuar tanto tempo, quanto queiramos, até que alcance o limite no infinito, tal pessoa alcançará a eternidade a imortalidade.
 Confesso que há uma falha, segundo o senso religioso o ser humano possui em si uma entidade chamada espirito, que está além da física ou deste universo (algo metafísico), assim para um ser continuar vivo, teria também que tranplantar o espirito (junto com as memórias, pois sem elas seria o que se conhece como reencarnação: transplantar o espirito sem as memórias), porém como não conheço muitas evidências sobre a existência de espiritos, fica a teoria em aberto sujeita a experimentos (pois o processo citado aqui, pode ser repetido em outros animais que também possuem cérebro; como ratos, alguns celenterados (esses não possuem cérebro, mas possuem sistema nervoso simples), hominídeos como chimpanzés...).
 Concluindo:
"O segredo da imortalidade não existe, é uma ilusão, se compararmos o tempo que o universo possui desde o big bang, com o período de 24 horas (comparativo conhecido como "dia cósmico"), observaremos que nossa existência no planeta, como espécie, não ulttrapassa 2 segundos de existência, e querer viver alguns milênios ou milhões de anos a mais, não é nada mais que acrescentar mais alguns segundos" .
                                                       (Helton A. Gonçalves)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entendendo A Natureza das Idéias

 De onde surge uma idéia? Se descobrirmos esta pergunta, será possível inventar um método para ter mais idéias?
 Às vezes fico me perguntando como tenho as idéias que tenho, pois simplesmente elas aparecem na minha mente e mal sei explicar como pensei naquilo ou de onde que veio...Quando vejo uma imagem curiosa, ou até mesmo escuto um som diferente, faço uma comparação imediata com o que estou imaginando e assim surge uma idéia diferente, às vezes a idéia surge logo quando eu acordo (tenho um caderno do lado de minha cama para anotar a idéia, se for preciso) ,ou no ônibus (certa vez estava tentando resolver uma equação, e por mais que tentava não conseguia,sendo que se passaram mais de 2 dias e nada, até que então a resposta veio quando eu estava num ônibus), ou também acontece no meio de uma aula, filme,musica ... Mas, em suma, não consigo definir de onde vem elas! Como saber de onde Leonardo tirou sua idéia de começar pintar telas à óleo, ou projetar suas máquinas, que só poderiam (algumas) ser construídas 3 séculos a frente de seu tempo ? Como a idéia de uma maçã caindo fez Newton descobrir a gravidade, ou como desenvolveu o Cálculo? Como alguns cientistas observando algumas equações (por pura curiosidade), suspeitaram que o microcosmo não é composto por elementos sem dimensão e sim por elementos que possuem dimensão? ...?
 A resposta,talves , esteja no fato de que pessoas com idéias demais, trabalhem o suficiente para que isto ocorra (se eu não tivesse pensado alguma vez em como resolver aquela equação, a resposta não viria naquele ônibus), como disse Einstein uma vez: "Penso 99 vezes e nada consigo, paro de pensar e eis que a
resposta vem." Ou certa vez quando perguntaram a Isaac Newton  como ele chegava na resposta de seus problemas, ele respondeu: "Pensando neles (problemas)." A grande questão está no fato de que para conseguir a resposta devemos se esforçar, mesmo a pessoas com facilidade em pintar, elas tem que se esforçar para seus quadros atingirem o alge da perfeição artística, o mesmo com um maestro e suas partituras, um biólogo e suas pesquisas de campo, um físico e matemático com suas equações e experiencias...
 Neste aspecto, as idéias adquirem uma nova definição: Elas são fruto do trabalho intelectual de um indivíduo.Então daí que vem as idéias, do trabalho e somente do trabalho, podendo ser este fácil, intermediário ou difícil de alcançar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dos Números à Alquimia- alguns "mistérios" desvendados


 "(...)O matemático americano Edward Kasner pediu uma vez a seu sobrinho de nove anos para inventar um nome para um número extremamente grande — dez elevado a potência de cem 10¹ºº(10 elevado a 100), o um seguido de cem zeros. O garoto chamou-o de "googol" ( em inglês: Google , o nome daquela em presa famosa). Aqui está ele: 10.000.000.000.000.000.000.000.000. 000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000. Nós também podemos criar nossos próprios números grandes e dar nomes a ele. É só tentar. Existe um encanto especial nisto, principalmente quando se tem nove anos.
  Se um googol parece grande, consideremos um googol-plexo. É o dez elevado a potência de googol, isto é, o um seguido de googol zeros. Por comparação, o número total de átomos em nosso corpo é de cerca de 10 elevado a 28,e o número total de partículas elementares — prótons, nêutrons e elétrons —no universo
observável é de cerca de 10 elevado a 80.Se o universo fosse um sólido compactado com nêutrons, por exemplo, de modo a não haver espaço em nenhum lugar vazio, ainda haveria so-mente cerca de 10 elevado a 128 partículas nele, pouco mais do que googol, mas trivialmente pequeno se comparado a um googolplexo. E, embora esses números, o googol e o googolplexo, não sejam próximos, eles não chegam perto da idéia do infinito. Um goo-golplexo está precisamente tão longe do infinito quanto o número um. Podemos tentar escrever um googolplexo, mas é somente uma ambição. Um pedaço de papel grande o suficiente para conter todos os zeros de um googolplexo escritos explicitamente não poderia ser atestado no universo conhecido.Felizmente há um modo mais simples e bem conciso de se escrever um googolplexo: 10¹º*¹ºº -infinito ou .
 
Em uma torta de maçã queimada, o carvão será principalmente carbono. Noventa cortes e chegaremos a um átomo de carvão, com seis prótons, seis nêutrons em seu núcleo e seis elétrons em sua nuvem exterior. Se retirarmos um pedaço do núcleo, por exemplo, com dois prótons e dois nêutrons, não serão núcleo de um átomo de carbono, mas sim o núcleo de um átomo de hélio. Este corte ou fissão do núcleo atômico ocorre em armas nucleares e em máquinas convencionais de potência nuclear, embora não seja o carbono que se parte. Se fizermos o nonagésimo primeiro corte na torta de maçã, se partirmos um núcleo de carbono, não faremos um pedaço ainda menor de carbono, mas alguma coisa a mais, um átomo com propriedades químicas inteiramente diferentes. Quando cortamos um átomo, transmutamos os elementos.
  Suponhamos que prosseguíssemos. Os átomos são formados de prótons, nêutrons e elétrons. Podemos partir um próton? Se bombardearmos os prótons com altas energias de outras partículas elementares, outros prótons, por exemplo, começaremos a ver de relance unidades mais fundamentais escondendo-se dentro do próton. Os físicos propõem que as chamadas partículas elementares como prótons e nêutrons são, na verdade, formadas de partículas ainda mais elementares chamadas quarks, que aparecem em uma variedade de "cores" e "sabores", pois suas propriedades foram denominadas em uma tentativa pungente de tornar o mundo subnuclear um pouquinho mais familiar. Serão os quarks os últimos constituintes da matéria, ou serão eles também compostos de partículas ainda menores e
mais elementares? Chegaremos nós a um ponto final em nossa compreensão da natureza da matéria, ou haverá uma regressão infinita em partículas cada vez mais fundamentais? Este éum dos grandes problemas sem solução da ciência. A transmutação dos elementos foi realizada em laborató-rios da idade medieval em uma pesquisa chamada alquimia. Muitos alquimistas acreditavam que toda a matéria era uma mistura de quatro substâncias elementares: água, ar terra e fogo, uma antiga especulação jônica. Alterando as proporções relativas da terra e do fogo, por exemplo, eles pensavam que seriam capazes de transformar o cobre em ouro. O campo da alquimia estava apinhado de homens encantadores, mas em-busteiros e pesquisadores, como Cagliostro e o Conde de Saint-Germain, que pretendiam não somente transmutar os elementos, mas também possuir o segredo da imortalidade. Algumas vezes o ouro era escondido em um bastão com um fundo falso para aparecer miraculosamente no momento cruciante ao término de uma árdua demonstração experimental. Tendo a opulência e a imortalidade como chamarizes, a nobreza européia descobriu-se transferindo grandes somas para os praticantes desta arte duvidosa. Mas houve alquimistas sérios, como Paracelso e mesmo Isaac Newton. O dinheiro não foi totalmente desperdiçado, novos elementos químicos como o fósforo, o antimônio e o mercúrio foram descobertos. Em verdade, a origem da química moderna está ligada diretamente a estas experiências. (...)"                           Carl Sagan- em Cosmos Ilustrado