segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Um passo para a Imortalidade"

 Como seria viver  numa sociedade, onde todos são imortais? A resposta a esta pergunta pode até ser imaginada, mas será apenas uma elucubração falha, onde não há evidência ou argumento que responda satisfatoriamente a pergunta, porém antes que possamos fazer tal pergunta, temos que ter a resposta de outra:"É possível ser imortal?"
 Como sabemos, a única certeza que temos na vida, é que vamos morrer um dia; ou será que não? Pelo que eu entendo  e pelo dicionário temos as seguintes definições:
 IMORTALIZAR: Tornar(-se) imortal, célebre, eternizar(-se) na memória dos homens;
 IMORTAL: Não sujeito a morrer.
 E o que significa morrer?
 MORRER: Cair no esquecimento, cessar de viver, extinguir(-se)
 VIVER: Ter vida, existência, morar, habitar, perdurar
 Ou seja, ser imortal é estar de acordo com a definição dada para o verbo viver, em tempo incomensurável, mas outrossim, ser imortal significa não cair no esquecimento, não se extinguir, e para isso ocorrer suas memórias não devem sumir (extinguir) nem para os outros(homens, seres racionais) nem para si mesmo! E é aí que entra a minha idéia: Se a memória de uma pessoa não se extinguir,e se a mesma puder pensar por si própria, recordar de informações que adquiriu durante a vida, e se todas essas convenções se estabelecerem por um tempo quão grande quanto queiramos, até que atinja o limite no infinito, então tal pessoa adquire o estado de imortalidade, esta pessoa está de acordo com o verbo viver, e em tempo incomensurável.
 Todas as informações que absorvemos se depositam no cérebro, e tais informações são nada mais e ,nada menos que nossas lembranças e memórias, que usamos para de finir o verbo Viver.
 Como o ser humano vai ficando velho com o tempo, vai ficando doente quando se aproxima dos 200 anos de vida (duzentos), ele tende a morrer de alguma coisa (o diagnóstico sempre existe, mas nem sempre os médicos detectam), e logo que a pessoa falece, todo o organismo da pessoa morre,inclusive o cérebro com suas memórias. Então para que as memórias não se percam , existe uma solução bem simples, logo que a pessoa estiver para morrer (digamos 10 segundos antes), é só transplantar o cérebro para um outro corpo (um clone talves, mas preparado sem cérebro). Simples não é? Claro que não! Primeiro que não existe transplante de cérebro (pelo menos até o presente), segundo que ninguém sabe o momento exato da própria morte, e terceiro, é muito difícil fazer um clone perfeito, e mais difícil (muito mais), fazer um clone sem cérebro, pois o mesmo nasceria sem seu sistema nervoso. Então como proceder?
 Estava assistindo uma série de tv estes dias e vi uma tecnologia útil nela, era um aparelho que mostra o que a pessoa está pensando naquele momento (quem quiser assistir é só procurar no google o 15º episódio da 6ª temporada de Dr. House), e logo percebi que se é possível tranmitir o que a pessoa está pensando em uma televisão portátil, ou seja transformar ondas cerebrais em sinais analógicos e assim também em sinal digital e assim também em sinal eletromagnético, como ondas de rádio, microondas,luz, poderia haver um jeito de colocar um aparelho deste na cabeça de uma pessoa, e tudo o que esta pessoa pensa, o aparelho transmite por algum tipo de interação à distância, até um HD com um bom espaço para armazenamente de informações(ou outro dispositivo), e tal dispositivo estar ligado à um outro cérebro (um clone real da pessoa,porém em coma induzido para não haver nenhum paradoxo de existência, ou para não haver ambiguidades na memória, nem mesmo gerar novas memórias além das da pessoa que quer se tornar imortal),de tal forma que este aborva as memórias, e quando a pessoa "A", que está transmitindo as memórias para a pessoa "B",morrer ; um mecanismo corta a transmissão de dados e assim um computador ou até mesmo uma outra pessoa retira a pessoa "B" do coma induzido, e tal pessoa (B) será a mesma pessoa "A", pois estará com as mesmas memórias anteriores, e logo, está satisfazendo as condições que definem o verbo Viver, e se o processo continuar tanto tempo, quanto queiramos, até que alcance o limite no infinito, tal pessoa alcançará a eternidade a imortalidade.
 Confesso que há uma falha, segundo o senso religioso o ser humano possui em si uma entidade chamada espirito, que está além da física ou deste universo (algo metafísico), assim para um ser continuar vivo, teria também que tranplantar o espirito (junto com as memórias, pois sem elas seria o que se conhece como reencarnação: transplantar o espirito sem as memórias), porém como não conheço muitas evidências sobre a existência de espiritos, fica a teoria em aberto sujeita a experimentos (pois o processo citado aqui, pode ser repetido em outros animais que também possuem cérebro; como ratos, alguns celenterados (esses não possuem cérebro, mas possuem sistema nervoso simples), hominídeos como chimpanzés...).
 Concluindo:
"O segredo da imortalidade não existe, é uma ilusão, se compararmos o tempo que o universo possui desde o big bang, com o período de 24 horas (comparativo conhecido como "dia cósmico"), observaremos que nossa existência no planeta, como espécie, não ulttrapassa 2 segundos de existência, e querer viver alguns milênios ou milhões de anos a mais, não é nada mais que acrescentar mais alguns segundos" .
                                                       (Helton A. Gonçalves)

3 comentários:

  1. Texto muito bem feito, gostoso de ler.

    Bom, eu fico meio confusa com isso... Eu penso que a pessoa só seria a mesma se o seu cérebro - em sua totalidade - fosse mantido "vivo" e fosse transplantado inteiramente para outro corpo (no caso de falência do corpo "A"). Eu acho que se somente a memória fosse movida de um cérebro para o outro, a idéia de imortalidade seria falha, pois você moveu apenas informação e não realmente a pessoa. Somente as memórias não manteriam quem a pessoa é, já que no novo corpo o curso de sua vida, pensamento, idéias, conceitos e etc. poderiam mudar drásticamente por tão somente as informações terem sido movidas. Este é o meu grande dilema com o Leo, eu acho que eu não acredito que a pessoa seja suas memórias. (Me diga sua opinião a respeito disso no colégio, pelo orkut ou pelo meu blog quando quiser, eu gostaria de ouvir). Eu acredito que penso assim por uma idéia inconsciente na minha cabeça de alma mesmo... E a propósito, deixe-me falar sobre a teoria que acredito: não existe morte, porque todos estaram no Céu ou no inferno. Mas também não existe morte física para alguns: "Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; (...)" - I Coríntios 15:51. A Bíblia diz que Jesus vai voltar e que os mortos ressuscitarão, num entanto aqueles que estavam vivos no momento que Jesus estiver voltando não precisaram morrer, serão somente arrebatados ^-^'

    Ah, exclareça isso por favor: " Como o ser humano vai ficando velho com o tempo, vai ficando doente quando se aproxima dos 200 anos de vida (duzentos)" hahahaha. Acho que imagino mais ou menos a razão. Beeeeijos!

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  2. "(...) porque todos estarÃO no Céu ou no inferno. (...)"

    "(...) num entanto aqueles que estIVEREM vivos no momento que Jesus (...)"

    Pequenas correções, talvez hajam mais erros, rs.

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  3. Nenhuma experiencia foi feita para provar esta idéia, mas usando a Heurística, parece ser verdade que a imortalidade realmente é alcançada.
    Na realidade não há outro método (atualmente) melhor que a experiência.
    Uma frase se encaixa perfeitamente nesta situação:
    "SE CONHECIMENTO PODE TRAZER PROBLEMAS, NÃO É COM IGNORÂNCIA QUE PODEREMOS RESOLVÊ-LOS".(Isaac Asimov)
    Em relação a minha citação: "(...)o ser humano vai ficando doente quando se aproxima dos 200 anos(...)", era para ser irônico, pois hoje em dia ninguém chega aos duzentos, mas realmente quanto mais velho (e perto dos 200, hehehehe) mais doente fica a pessoa, principalmente se não se cuidar...
    Esclarecida?

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